Futuras Enfermeiras

Minha foto
Ceará, Brazil
Ana Caroline,Joana Darc, Nivia Maria e Renata Miranda. Somos acadêmicas de Enfermagem da Faculdade Leão Sampaio em Juazeiro do Norte - CE.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Porque Envelhecemos

Fonte: Revista Época

O mecanismo da raiva

O neurocientista Antonio Eamasio diz que a raiva é uma das seis emoções primárias. Produto da evolução, ela é gerada pelas regiões mais primitivas do cérebro: tem a função de preparar o organismo para se defender de ameaças e fontes de dor. Mas ela pode ser prejudicial, se não for controlada pelas áreas mais modernas e “racionais”
 Fonte: Revista Época.

domingo, 27 de junho de 2010

Fim da TPM

Pesquisadores de Boston, nos Estados Unidos, afirmam que os suplementos vitamínicos podem ser a resposta para as mulheres que sofrem com sintomas da Sindrome Pré-mestrual. Após acpmpanharem mais de 3 mil mulheres durante 10 anos, os cientistas concluiram que a ingestão regular de cálcio e vitamina D diminui o risco da ocorrência dos sintomas da famosa TPM.

 Fonte: gl.globo.com/noticias/ciencia.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

SARCOMA X CARCINOMA

O carcinoma é um tumor maligno desenvolvido a partir de células epiteliais ou glandulares (Adenocarcinoma), que tende a invadir tecidos circulares originando metasases.

Um sarcoma é um cancro tumor/Neoplasia maligna do osso, cartilagem, gordura, musculo, vasos sanguineos, ou de tecidos moles. O termo advém do termo grego que significa "crescimento carnoso". Os tumores ósseos também são chamados de sarcomas embora estejam noutra categoria devido às suas características clínicas, microscópicas e por terem um tipo de tratamento diferente.


Algumas organizações recolhem fundo com vista a financiar a pesquisa científica com vista à descoberta da cura deste tipo de enfermidades. Outras organizações dedicam-se ao apoio directo aos pacientes, sobretudo à educação na doença.

Tipos de sarcoma

 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Entre o desejo de FUMAR e VIVER



Ter mais de 40 anos, ser fumante ou ex-fumante, ter tosse diária constante, catarro ou muco pulmonar e falta de ar, são sintomas de uma doença ainda desconhecida, porém letal: a Doença Pulmonar Obstrutiva Construtiva (DPOC). O diagnóstico tardio é apontado como principal causa do elevado índice de óbitos: a DPOC mata cerca de 37 mil brasileiros por ano; cerca de 70% desconhecem ser portadores; muitos podem levar até 17 anos para confirmar a doença.
De acordo com José Roberto Jardim (pneumologista) a DPOC costuma se manifestar a partir dos 40 anos, porém muitas pessoas só descobrem tardiamente.
“Normalmente o fumante acha que tosse, pigarros e falta de ar são manifestações comuns do tabagismo ou que fazem parte do processo de envelhecimento”. (José Roberto – Pneumologista).

Fonte: Diário do Nordeste 13 de Junho de 2010. 

Trabalho em Equipe no Programa Saúde da Família


Segundo Motta (2001). O trabalho em equipe é uma forma eficiente de estruturação, organização e de aproveitamento das habilidades humanas. Possibilita uma visão mais global e coletiva do trabalho, reforça o compartilhamento de tarefas e a necessidade de cooperação para alcançar objetivos comuns.
. De acordo com o Ministério da Saúde. O Programa Saúde da Família é entendido como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. As unidades são compostas por uma equipe mínima (um médico, um enfermeiro, três auxiliares de enfermagem e cinco agentes comunitários de saúde).
O trabalho em equipe é considerado essencial para o funcionamento adequado do processo de trabalho no PSF.  Segundo Brasil, (1997; 2001) O trabalho em equipe é destacado no conjunto das características do PSF, como um dos pressupostos mais importantes para a reorganização do processo de trabalho e enquanto possibilidade de uma abordagem mais integral e resolutiva
No PSF os membros da equipe articulam suas práticas e saberes no enfrentamento de cada situação identificada para propor soluções conjuntamente e intervir de maneira adequada já que todos conhecem a problemática. Para Ribeiro, Pires e Blank (2004) trabalhar em equipe de maneira integrada no PSF significa estabelecer conexões entre os distintos processos de trabalho, fundamentando-se em um certo conhecimento sobre o trabalho do outro e na valorização das contribuições de cada profissional para a produção de cuidados.
As equipes do PSF atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, e na manutenção da saúde desta comunidade.

Todos os membros da equipe são responsáveis mutuamente pelo desenvolvimento dela. Cada membro da equipe é vital para alcançar o desempenho desejado, uma vez que se acredite no propósito da equipe. É sempre a equipe que vence ou perde e não uma pessoa individualmente. (Katzenbach 1999)

De acordo com Peduzzi (1998), Na área da saúde, são identificadas, comumente, duas modalidades de trabalho em equipe: a que se caracteriza como agrupamento, em que ocorre a justaposição de ações e o agrupamento entre agentes; e a equipe integração, na qual ocorre a articulação das ações e interação dos agentes, na busca da construção de um projeto assistencial comum.
Segundo Pedrosa e Teles (2001), o trabalho em equipe permite a continuidade do acompanhamento e maior envolvimento com os familiares por meio da abordagem de toda a equipe. Assim, é importante que seus membros tenham boa interação. O agente comunitário de saúde é fundamental na comunicação entre a equipe e a família, pois trabalha diretamente com a população acompanhando-a e criando subsídios para obtenção de informações que serão transmitidos à equipe.
Para Pedrosa e Teles (2001) o bom relacionamento entre os membros da equipe facilita o contato das famílias e o desenvolvimento de ações preventivas como imunização, pré-natal e organização da demanda por meio do agendamento prévio. A comunidade valoriza a integração e a ratifica participando na assistência.
O trabalho em equipe no PSF merece atenção e destaque, tendo em vista a importância que possuem para a realização do trabalho coletivo e para a qualidade da assistência prestada aos usuários.
Na proposta do Programa Saúde da Família, o trabalho em equipe constitui uma pratica em que a comunicação entre os profissionais deve fazer parte do exercício cotidiano do trabalho, no qual os agentes operam a articulação das intervenções técnicas por meio de linguagem.

O estabelecimento de uma relação dialógica no interior das unidades de saúde pode contribuir para a superação de relações hierarquizadas em que os profissionais raramente conhecem as potencialidades dos outros, reproduzindo, dessa forma, a divisão social do trabalho e estabelecendo relações de mando e autoridade. (Mishima, et al, 2000)

De acordo com Schraiber et, al (1999); O trabalho em equipe integrado exige conhecimento e valorização do trabalho do outro, construindo consensos quanto aos objetivos a serem alcançados e a maneira mais adequada de atingi-los.
Segundo Almeida (2001). Se não houver interação entre os profissionais das equipes de saúde da família, corre-se o risco de repetir a prática fragmentada, desumana e centrada no enfoque biológico individual com diferente valoração social dos diversos trabalhos.
Em uma investigação realizada por Schimith (2002) junto a uma equipe saúde da família, os resultados evidenciaram que a uma divisão de tarefas entre os componentes dessa equipe, as quais são realizadas de forma desarticulada, demonstrando que a organização do trabalho está estruturada de maneira parcelar.
São numerosos os fatores que prejudicam o trabalho em equipe e comprometem a qualidade do trabalho. Segundo Pedrosa e Teles (2001), Estudos recentes sobre o trabalho em equipe no PSF revelaram: ausência de responsabilidade coletiva do trabalho e baixo grau de interação entre as categorias profissionais.
Promover o diálogo entre as pessoas para melhorar a convivência, elevar a motivação da equipe e delinear com todos os membros ações a serem implantadas e objetivos a serem cumpridos são medidas que promovem a integração da equipe e qualidade da assistência. (Souza e Carvalho, 2003)

De acordo com Hardingham, (2000). Os requisitos básicos no trabalho em equipe compreendem a existência de objetivos definidos, o reconhecimento do desempenho individual e da equipe, a avaliação constante do trabalho, o fornecimento dos recursos necessários para atingir metas e o apoio aos líderes de equipe.
É fato que toda equipe necessita de um líder que seja capaz de orientar, mostrar caminhos e gerar grandes resultados. De acordo Scherer e Campos (1997) A existência de um líder na equipe é destacada como uma condição importante para a coesão do grupo. Já Oliveira (2000) argumenta que a permanência prolongada de uma pessoa no poder pode contribuir para suscitar comportamentos e atitudes passivas dos demais membros da equipe, seja em relação aos processos decisórios ou à execução das ações.
Piancastelli, et al, (2000), Afirma que a dificuldade do trabalho em equipe está relacionada com as diferentes concepções sobre o conceito de equipe. Segundo Franco e Merhy (1998), Para que o trabalho em equipe seja viabilizado, há necessidade de uma relação interativa entre os trabalhadores, mediada pela troca de conhecimentos e articulação de um “campo de produção do cuidado” comum a todos.
Apesar de reconhecer a importância do trabalho em equipe, Campos (1997) defende que deve haver uma definição clara e precisa das responsabilidades particulares de cada membro diante de casos específicos. Dessa forma cada profissional ficara responsável por determinado caso, respondendo por este, além de realizar os encaminhamentos pertinentes, solicitando apoio aos demais quando necessário.
Fortuna et al. (2005) ressalta que o trabalho em equipe constitui-se no fazer de todo dia, e precisa estar sempre analisando as atividades desenvolvidas pela equipe, trabalhando sempre em união e com cumplicidade onde todos possam compartilhar de idéias e que estas possam ajudar nas ações ofertadas para a população de forma satisfatória e eficaz que supra as necessidades de todos os envolvidos.
Referêcias: 

1. ALMEIDA, M. C. P.; MISHIMA, S. M. O desafio do trabalho em equipe na atenção à saúde da família: construindo novas “autonomias” no trabalho. Interface- Comunicação, Saúde, Educação. Botucatu. V.5, n.9 p. 150-153, ago. 2001.
2. ARAÚJO M. B. S., ROCHA P. M.. Trabalho em Equipe: um desafio para a consolidação da Estratégia de saúde da família. Ciência e saúde coletiva mar/abr, vol.12 n.002. 2007.
3. OLIVEIRA E. M.; SPIRI W. C.; Programa Saúde da Família: a experiência de equipe multiprofissional Rev. Saúde Pública 2006; 40(4):727-33.
4. PEDUZZI M. Equipe multiprofissional de saúde: a interface entre trabalho e interação. Departamento de Medicina Preventiva e Social, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas; 1998. 234 f.
5. RIBEIRO, E. M.; PIRES, D.; BLANK, V. L. G. A teorização sobre processo de trabalho em saúde como instrumental para analise do trabalho no Programa Saúde da Família. Cadernos de Saúde Publica, Rio de Janeiro, v.20, n.2, p. 438-446, mar./abr. 2004.
6. KATZENBACH, Jon R. A disciplina das equipes. São Paulo: HSM, 1999.
7. SILVA I.Z.Q ;. BOMFIM A. L. O trabalho em equipe no PSF: investigando a articulação técnica e a interação entre os profissionais. Interface-Comunicação, Saúde, Educação vol.9 n°.16 Set./Fev. 2005

TABAGISMO: CONSEQÜÊNCIAS DO FUMO ATIVO E PASSIVO AO INDIVIDUO E A SOCIEDADE


Apesar de não haver provas, o interesse dos seres humanos pelas drogas é tão antigo quanto o interesse por si mesmo, que existe desde que a nossa espécie surgiu sobre o planeta. De acordo com Longenecker (2002) “As primeiras experiências ocorreram acidentalmente através do consumo de plantas que continham droga. A ingestão dessas plantas demonstrou clara e enfaticamente que era possível aliviar a dor, dissipar o medo e, quem sabe, até ver a face de Deus”.
O tabaco começou a ser utilizado em rituais nas sociedades indígenas da America central, há 3000 mil anos. E chegou ao Brasil trazido pelas tribos tupis-guaranis. No final do século XIX o tabaco começou a ser industrializado sob a forma de cigarro e logo se espalhou pelo mundo. Ele permite uma grande absorção da droga, uma vez que grandes concentrações dela são enviadas a extensas áreas dos pulmões que têm fluxo sanguíneo intenso. De acordo com o Ministério da Saúde (2009) “Considera-se fumante todo individuo que fuma independentemente da frequência e intensidade do habito de fumar”.
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. De acordo com OPAS, (2002) “No Brasil, estima-se que cerca de 200.000 mortes/ano são decorrentes do tabagismo”.
Se a situação não se reverter, no ano de 2020 as mortes por doenças tabaco – relacionadas poderão alcançar 10 milhões/ano, totalizando mais mortes no mundo do que AIDS, tuberculose, mortalidade materna, acidentes de transito, suicídios e homicídios juntos (Oga, 2003).

De acordo com Oga, 2003. Entre os fumantes de cigarros podem-se observar os seguintes tipos:

·        Fumante Ocasional: Fuma uma a dois cigarros por dia, não dependente do tabaco, e no qual se torna difícil demonstrar a nocividade desse uso a longo prazo.
·        Fumante Regular: Fuma menos de 10 cigarros por dia, não dependente e não tem necessidade de aumentar o número de cigarros.
·        Fumante Dependente: Fuma mais de 20 cigarros por dia, de risco muito alto, que se torna pouco a pouco verdadeiro dependente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados com o tabagismo, sendo esse o fator de risco mais importante para o desenvolvimento da neoplasia.
O câncer de pulmão, doença rara no inicio do século XX, tornou-se a neoplasia mais letal em todo o mundo. Essa mudança iniciou-se na segunda década do século quando se observou que o número de casos vinha aumentando em todo mundo. Somente na década de 1950, os trabalhos da literatura demonstraram, pela primeira vez, que o aparecimento do câncer de pulmão estava relacionado intimamente ao tabagismo (Guimarães e Dornelles. 2008 p. 76).

Historicamente o aumento da incidência dessa doença surge passo a passo ao inicio e popularização do hábito de fumar, o que faz desse costume, o fator de risco mais prevalente nos casos de câncer.
Segundo o INCA, das mais de 4700 substâncias que contém um cigarro, cerca de 60 delas são carcinogênicas, ou seja, têm o poder de mutar geneticamente células sadias fazendo surgir um “Crescimento Novo” termo que resume o significado da palavra neoplasia. Essa mutação genética pode ocorrer não só nos tecidos pulmonares, más na cavidade bucal, faringe, laringe traquéia e árvore brônquica sendo, o cigarro o fator responsável pelo aumento de 10 a 20% das chances de se desenvolver uma neoplasia nesses locais.
            Além dessas vias que tem contato direto com a fumaça inalada pelo fumante, o tabagismo também é um fator que elava o risco de se desenvolver tumores de esôfago, estômago, rins, bexiga, colo do útero, mama, pâncreas, próstata, e também leucemia.
O tabagismo, também está intimamente associado ao desenvolvimento de inúmeras doenças das vias respiratórias como a rinite devido a uma exposição prolongada à fumaça, rinite é a inflamação da mucosa da cavidade nasal com etiologia diversificada, o fumo tanto pode ser um agente etiológico da doença como também pode desencadear crises. A faringite também estar no rol das doenças das quais o cigarro pode agir efetivamente no seu desenvolvimento, a inflamação da faringe é um problema bastante comum entre dependentes dele. Na cavidade oral o cigarro pode desencadear estomatites, que é a inflamação da mucosa oral, e também algumas de suas substâncias tem o poder de ativar a atividade osteoclástica causando deformidades da arcada dentária e/ou sua perda. Os osteoclástos são células ósseas que quando ativados, iniciam o metabolismo da substancia óssea desmineralizando-a, alguns componentes do cigarro ao serem absorvidos pela mucosa bucal, e, ao entrar em contato com a mandíbula e maxilar, ativam seus osteoclástos, assim fazendo com que se enfraqueçam, sobretudo, nas articulações entre esses ossos e a raiz dos dentes, a consequência são dentes fracos e moles, que caem e/ou quebram com facilidade.
Na superfície endotraqueal o fumo é o maior responsável pela mudança do tecido que reveste internamente esse órgão. A traquéia possui em seu interior células produtoras de muco, esse muco ajuda a filtrar o ar que é inspirado capturando micro organismos e partículas poluentes. Essas células possuem cílios, que se movimentam expulsando esse muco produzido por elas para fora da traquéia, já que pela ação da gravidade na ausência desses cílios, o muco tenderia a se acumular nos pulmões, e é o que ocorre com o dependente do cigarro, essas células ciliadas devido a agressão da fumaça são substituídas por outro tipo de célula mais resistente, porem sem esses cílios o que faz com que o fumante desenvolva uma tosse crônica reflexo do acumulo de muco nos pulmões.
A asma, inflamação bronco alveolar é uma reação alérgica comumente encontrada em dependentes de tabaco e em crianças que convivem com eles. Ela se caracteriza pela obstrução da passagem do ar através do interior dos brônquios causada pelo aumento da produção de muco e edema das células brônquicas.
Segundo O ministério da saúde cerca de 90% das DPOC’s são causadas pelo cigarro, e é um problema bastante comum em pessoas com histórico de mais de 10 anos com o hábito. A DPOC mais comum é o enfisema pulmonar, uma destruição alveolar que promove a perda da capacidade de expansão dos pulmões.
A relação do tabagismo com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares mata mais que o próprio câncer de pulmão, essas doenças surgem com mais freqüências devido a coexistência de múltiplos fatores como obesidade, diabetes, sedentarismo, etilismo etc., porém o tabagismo é um dos principais fatores que também influenciam no surgimento dessas afecções.
No leito dos vasos sanguíneos as substâncias do cigarro agem precipitando a desordem do endotélio que reveste suas paredes internas, essa desorganização é um fator aterogênico, ou seja, promove a formação de aterosclerose uma massa de placas de gordura, tecido fibroso e calcificações que elevam a parede interna das artérias culminando na diminuição de sua luz e/ou bloqueio total da mesma. A aterosclerose é um tipo de arteriosclerose (esclerose das artérias) que levam ao bloqueio do suprimento sanguíneo de áreas nobres do corpo como o miocárdio devido a obstrução das artérias coronárias, levando a um quadro de isquemia e conseqüente IAM, da região encefálica pelo bloqueio de ramos das carótidas internas, que causa AVE, nas extremidades distais o bloqueio das artérias poplíteas leva a um quadro de isquemia que pode culminar em necrose gangrenosa nos pés.
            A arteriosclerose é um grupo de doenças da qual se inclui a aterosclerose, esse grupo se caracteriza pelo endurecimento local e sistêmico das artérias. O cigarro também age precipitando este enrijecimento sendo um fator importante para isto, um dos problemas mais comuns decorrente é a hipertensão artérias causada pela perda da elasticidade da rede arterial, além da hipertensão arterial a arteriosclerose também é responsável pela impotência sexual. O pênis é um órgão que fica ereto devido a um aumento do suprimento sanguíneo a ele, o qual se acumula em cavidades existentes no tecido que forma o órgão fazendo-o ficar ereto, esse aumento de suprimento se dá pela dilatação das artérias que o irrigam. O cigarro como foi dito é um fator causador do enriquecimento do leito arterial, fazendo com que ele perda seu poder de dilatação impedindo a ereção e a função sexual masculina.
            As substâncias do cigarro também promovem um aumento da coagulação sanguínea, precipitando a formação de trombos, coágulos de fibrina que assim como a aterosclerose, interrompem a passagem do sangue dentro dos vasos, podendo levar aos mesmos problemas que os ateromas.
Danos e sintomas que acusam os prejuízos causados ao corpo. Os males gerados como conseqüência pelo ato de fumar são os seguintes:
  • Cansaço por falta de oxigênio nas células.
  • Dor e peso na cabeça.
  • Rouquidão e irritação na garganta.
  • Tosse do fumante.
  • Agulhadas no peito.
  • Diminui a capacidade pulmonar, diminuindo os mecanismos de defesa do sistema respiratório, o que deixa o fumante mais propenso a infecções, gripes, etc.
  • O cigarro nos jovens retarda o nível de crescimento.
  • Na mulher, se além do mais ela faz uso de anticoncepcionais, aumentam os riscos de trombose, os tecidos se envelhecem e formam-se rugas por causa da pela ressecada.
  • A fisionomia do fumante fica pálida e enrrugada, as gengivas se enfraquecem, os dentes se mancham e os hormônios se alteram. As fumantes chegam antes que as outras mulheres à menopausa.
  • A Nicotina causa câncer da garganta, uma úlcera viva que praticamente não permite ao fumante, nem comer, nem beber, nem dormir.

Segundo Oga, (2003) “O tabaco oferece risco não só para o fumante, mas também para os não-fumantes que ficam expostos passivamente a fumaça”.
A inalação da fumaça de derivados do tabaco como cigarro, cachimbo, cigarrilhas, entre outros, por indivíduos não-fumantes que convivem com fumantes em ambientes fechados é chamada tabagismo passivo.
             O que ainda é um pouco desconhecido pela população geral é que as mesmas mais de 4700 substâncias que causam todas essas doenças no tabagista, também são inaladas pelos fumantes passivos.
Cita-se em estudo realizado por Léfreve et al (apud, Ferreira. 1993, p. 4) “ o fumante passivo, aquele que fuma involuntariamente por estar no mesmo ambiente com fumantes ativos pode conter no sangue, urina e saliva quantidades de nicotina equivalente à encontrada em fumantes de 1 a 10 cigarros/dia, dependendo do numero de horas de exposição e da poluição ambiental”.

O tabagismo passivo é motivo de grande preocupação devido aos seus efeitos para a saúde. De acordo com Oga, (2003), O fumante passivo exposto à fumaça em ambientes fechados e mal ventilados pode expor-se a concentrações perigosas de certos agentes tóxicos.
            O ar poluído contém, em media, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo passivo é considerado hoje a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool. De acordo com Oga, (2003), “A exposição ao fumo de tabaco ambiente agrava o quadro de enfermidades para os não fumantes, principalmente em indivíduos asmáticos e naqueles suscetíveis, como, por exemplo, os alérgicos. Além dos efeitos agudos de irritação dos olhos e garganta, o tabagismo passivo prejudica os tecidos respiratórios e agrava o risco de câncer pulmonar e enfermidades cardiovasculares dos não fumantes”.
As crianças são vulneráveis ao efeito nocivo do tabagismo. Atualmente, sabe- se que o tabagismo dos pais suscita um aumento das infecções nas vias respiratórias superiores e inferiores de seus filhos. (Oga, 2003).

Verificou-se recentemente uma diminuição no consumo de cigarro pela população adulta masculina, mas em contrapartida, houve um aumento progressivo entre mulheres, jovens e adolescentes, devido a fatores psico-socioculturais, estímulos pela publicidade e pela falta ou falha de informação sobre os malefícios do tabaco.
No dia 31 de maio é o Dia Mundial de Combate ao Fumo. Este ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem como foco principal da campanha os malefícios do cigarro para as mulheres.
O fumo tem efeitos adversos em mulheres, bebês em desenvolvimento e crianças. Segundo Longenecker (2002) “Na gestação, o bebê recebe nutrientes e oxigênio do sangue da mãe, à medida que o sangue flui através dos vasos para o útero. Os nutrientes e o oxigênio vão do sangue uterino para a placenta e para o sangue do bebê. Com o fumo, diminui o fluxo de sangue para o útero assim como para os outros órgãos”.
De acordo com Ministério da Saúde (2010) Dentre as complicações que afetam as gestantes que fumam estão:
Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar na gestante. Segundo o Ministério da Saúde (2010) quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro, ela absorve as substâncias tóxicas, que, pelo sangue, passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.
Embora o consumo de cigarros venha caindo na maioria dos países desenvolvidos, o consumo global de cigarros aumentou devido ao aumento das vendas em países em desenvolvimento. De acordo com o INCA (2010) “a maioria das pessoas é influenciada a experimentar o cigarro principalmente pela publicidade maciça do cigarro nos meios de comunicação de massa. Além disso, pais, professores, ídolos e amigos também exercem uma grande influência”. Pesquisas entre adolescentes no Brasil mostram que 90% dos fumantes iniciaram seu consumo antes dos 19 anos de idade, faixa em que o indivíduo ainda se encontra na fase de construção de sua personalidade.
O tabaco contribui para o empobrecimento dos indivíduos e de suas famílias porque os seus consumidores têm maiores chances de adoecerem, perderem produtividade e renda. Além disso, a produção agrícola de tabaco e a manufatura dos seus derivados podem contribuir em alguns casos para o adoecimento e o empobrecimento das famílias envolvidas nessas atividades. “Tabaco e pobreza formam um ciclo vicioso do qual é difícil escapar, a não ser que os tabagistas sejam encorajados e apoiados para abandonar o consumo”.
O Jornal o Povo informa que “a campanha do Dia Mundial sem Tabaco” destaca este ano que as advertências sanitárias, em especial aquelas que utilizam imagens nas embalagens dos produtos do tabaco, motivam as pessoas a parar de fumar e reduzem o apelo ao uso do tabaco para aqueles que ainda não são dependentes. O Brasil tem uma das mais avançadas advertências sanitário do mundo e as ações do Programa Nacional de Controle do Tabagismo são seguidas por muitos países.
“Educação para a prevenção é a principal arma de combate ao tabagismo”, conclui Jorge Moreira, fonoaudiólogo do Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) durante uma ação educativa.

Hoje o tabagismo é considerado uma doença, já existe o CID F17. 2 e com isso pode-se programar esquemas de terapia em saúde publica pois ele é um grande problema de saúde publica, segundo o instituto Fio Cruz o custo anual relacionado ao tratamento dos problemas causados pelo tabagismo ultrapassa os 330 milhões de reais só com os pacientes com mais de 35 anos.
De acordo com o INCA. Em relação aos custos do tratamento das doenças relacionadas ao fumo, é possível dividi-los em duas categorias:
Custos tangíveis
·        Assistência à saúde (serviços médicos, prescrição de medicamentos, serviços hospitalares, etc.);
·        Perda de produção devido à morte e adoecimento e à redução da produtividade;
·        Aposentadorias precoces e pensões;
·        Incêndios e outros tipos de acidentes;
·        Poluição e degradação ambiental;
·        Pesquisa e educação.
Custos intangíveis
·        A morte de fumantes e não fumantes
·        O sofrimento dos fumantes, não fumantes e seus familiares.

Segundo Lotufo o tabagismo provoca uma dependência maior que a cocaína e a heroína o que justifica a quantidade de cigarros consumidos no mundo ser tão grande, Lotufo também classifica um poder de dependência 5 vezes maior da nicotina em relação a maconha o que mostra que as drogas lícitas (cigarro e álcool) devem recebem uma maior atenção dos programas de saúde publica assim como as drogas ilícitas.

Batalha que já foram vencidas contra o cigarro:
  • Leis que proíbem a propaganda de cigarros em televisão, revistas, jornais e outdoors;
  • Leis que proíbem fumar em ambientes públicos fechados;
  • Leis que regulam os produtos do tabaco quanto a seus conteúdos e emissões;
  • Leia que regulam as atividades de promoção e as atividades de venda dos cigarros;
  • Implantação de ações educativas em escolas.
  Concluindo o fumo e seus derivados fazem parte do grupo de drogas consideradas de alta periculosidade a saúde humana. Vidas são tragadas pelos malefícios do fumo a cada minuto. Entretanto o lucro gerado pelo fumo movimenta bilhões de dólares todos os anos. Milhares de horas de propaganda a favor do fumo são veiculadas nos meios de comunicação de massa toda semana buscando novos mercados consumidores. Se o fumo é um mal para uns, faz muito bem a outros tantos que usufruem do lucro gerado pelo fumo e seus derivados. A grande maioria, entretanto, morre e adoece todos os dias. O fumo traz inúmeras despesas à nossa sociedade.

Referências:



1. GESINA L. LONGENECKER, PH.D. Drogas ações e reações. São Paulo, 2002.
INCA. Instituto do câncer, tabagismo. www.inca.gov.br. Acesso em 20/05/2010.

2. LOTOFU J, PAULO B. Tabagismo e doenças respiratórias. http://www.iapo.org.br/manuals/21-2.pdf. Acesso: 21/05/2010.

3. MARQUES F. Alto custo social do fumo. Agencia Fio cruz de notícias, 2008. Acesso: 20/05/2010 em www.ambienteacreano.blogspot.com. Acesso: 20/05/2010.

5. MINSTÉRIO DA SAÚDE. Sistema Nacional de Vigilância em Saúde Relatório de Situação – Ceará. Brasília – DF 2009. http://portal.saude.gov.br Acesso: 25/05/2010.

7. OGA, S. Fundamentos de Toxicologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu editora, 2003.

8. Os efeitos nocivos do cigarro. www.anael.org/portugues/cigarro. Acesso 01/06/2010.

9. http://opovo.uol.com.br/. Acesso: 01/06/2010.
 

NEOPLASIA.

        No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controladas e não controladas. A hiperplasia, a metaplasia e a displasia são exemplos de crescimento controlado, enquanto que as neoplasias correspondem às formas de crescimento não controladas e são denominadas, na prática, de "tumores". A primeira dificuldade que se enfrenta no estudo das neoplasias é a sua definição, pois ela se baseia na morfologia e na biologia do processo tumoral. Com a evolução do conhecimento, modifica-se a definição. A mais aceita atualmente é: "Neoplasia é uma proliferação anormal do tecido, que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo e tende à autonomia e à perpetuação, com efeitos agressivos sobre o hospedeiro" (Pérez-Tamayo, 1987; Robbins, 1984).


      Várias classificações foram propostas para as neoplasias. A mais utilizada leva em consideração dois aspectos básicos: o comportamento biológico e a histogênese.

       De acordo com o comportamento biológico os tumores podem ser agrupados em três tipos: benignos, limítrofes ou "bordeline", e malignos. Um dos pontos mais importantes no estudo das neoplasias é estabelecer os critérios de diferenciação entre cada uma destas lesões, o que, algumas vezes, torna-se difícil. Estes critérios serão discutidos a seguir e são, na grande maioria dos casos, morfológicos:

        Os tumores benignos tendem a apresentar crescimento lento e expansivo determinando a compressão dos tecidos vizinhos, o que leva a formação de uma pseudocápsula fibrosa. Já nos casos dos tumores malignos, o crescimento rápido, desordenado, infiltrativo e destrutivo não permite a formação desta pseudocápsula; mesmo que ela se encontre presente, não deve ser equivocadamente considerada como tal, e sim como tecido maligno.

CRESCIMENTO

        Todas as estruturas orgânicas apresentam um parênquima, representado pelas células em atividade metabólica ou duplicação, e um estroma, representado pelo tecido conjuntivo vascularizado, cujo objetivo é dar sustentação e nutrição ao parênquima. Os tumores também têm estas estruturas, sendo que os benignos, por exibirem crescimento lento, possuem estroma e uma rede vascular adequada, por isso que raramente apresentam necrose e hemorragia. No caso dos tumores malignos, observa-se que, pela rapidez e desorganização do crescimento, pela capacidade infiltrativa e pelo alto índice de duplicação celular, eles apresentam uma desproporção entre o parênquima tumoral e o estroma vascularizado. Isto acarreta áreas de necrose ou hemorragia, de grau variável com a velocidade do crescimento e a "idade" tumorais.
MITOSE

       O número de mitoses expressa a atividade da divisão celular. Isto significa dizer que, quanto maior a atividade proliferativa de um tecido, maior será o número de mitoses verificadas. No caso dos tumores, o número de mitoses está inversamente relacionado com o grau de diferenciação. Quanto mais diferenciado for o tumor, menor será o número de mitoses observadas e menor a agressividade do mesmo. Nos tumores benignos, as mitoses são raras e têm aspecto típico, enquanto que, nas neoplasias malignas, elas são em maior número e atípicas.

ANTIGENICIDADE

       As células dos tumores benignos, por serem bem diferenciadas, não apresentam a capacidade de produzir antígenos. Já as células malignas, pouco diferenciadas, têm esta propriedade, o que permite o diagnóstico e o diagnóstico precoce de alguns tipos de câncer.

METÁSTASE

        As duas propriedades principais das neoplasias malignas são: a capacidade invasivo-destrutiva local e a produção de metástases. Por definição, a metástase constitui o crescimento neoplásico à distância, sem continuidade e sem dependência do foco primário.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

LEISHMANIOSE

A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada por parasitas (protozoário Leishmania) que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunólogico (macrófagos) da pessoa infectada.
Esta doença pode se manifestar de duas formas: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.
A leishmaniose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta (esta forma é conhecida como “ferida brava”). A visceral ou calazar, é uma doença sistêmica, pois afeta vários órgãos, sendo que os mais acometidos são o fígado, baço e medula óssea. Sua evolução é longa podendo, em alguns casos, até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão 
Sua transmissão se dá através de pequenos mosquitos que se alimentam de sangue, e, que , dependendo da localidade, recebem nomes diferentes, tais como: mosquito palha, tatuquira, asa branca, cangalinha, asa dura, palhinha ou birigui. Por serem muito pequenos, estes mosquitos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas. São mais comumente encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.
Além do cuidado com o mosquito, através do uso de repelentes em áreas muito próximas a mata, dentro da mata, etc, é importante também saber que este parasita pode estar presente também em alguns animais silvestres e, inclusive, em cachorros de estimação.

Sintomas
Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. No caso da tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço.

Prevenção e tratamento
A melhor forma de se prevenir contra esta doença é evitar residir ou permanecer em áreas muito próximas à mata, evitar banhos em rio próximo a mata, sempre utilizar repelentes quando estiver em matas, etc.
Esta doença deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanhamento médico, pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.

LEPTOSPIROSE

A leptospirose é uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans. É uma zoonose (doença de animais) que ocorre  no mundo inteiro, exceto nas regiões polares. Em seres humanos, ocorre em pessoas de todas as idades e em ambos os sexos. Na maioria (90%) dos casos de leptospirose a evolução é benigna. 

Transmissão
A leptospirose é primariamente uma zoonose. Acomete roedores e outros mamíferos silvestres e é um problema veterinário relevante, atingindo animais domésticos (cães, gatos) e outros de importância econômica (bois, cavalos, porcos, cabras, ovelhas). Esses animais, mesmo quando vacinados, podem tornar-se portadores assintomáticos e eliminar a L. interrogans junto com a urina.

O rato de esgoto (Rattus novergicus) é o principal responsável pela infecção humana, em razão de existir em  grande número e da proximidade com seres humanos. A L. interrogans  multiplica-se nos rins desses animais sem causar danos, e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida do animal. A L. interrogans eliminada junto com a urina de animais sobrevive no solo úmido ou na água, que tenham pH neutro ou alcalino. Não sobrevive em águas com alto teor salino.

Sintomas:

Como ocorre em várias outras doenças infecciosas, o quadro clínico da leptospirose varia muito de indivíduo para indivíduo. O paciente pode apresentar desde quase nenhum sintoma, até um quadro grave com risco de morte.
O período de incubação pode variar de 2 a 30 dias. A média é 10 dias de intervalo entre a contaminação e o início dos sintomas da leptospirose.
Mais de 75% dos pacientes apresentam febre alta com calafrios, dor de cabeça e dor muscular nos membros inferiores e principalmente na panturrilha,onde,o individuo não consegue se locomover pois a dor é intensa. 50% apresentam náuseas, vômitos e diarréia. Um achado típico da leptospirose é a hiperemia conjuntival (olhos acentuadamente avermelhados).
Outros sintomas possíveis incluem tosse, faringite, dor articular, dor abdominal, sinais de meningite, manchas pelo corpo e aumento dos linfonodos, baço e fígado.
Como os sintomas da leptospirose são semelhantes às de várias outras doenças febris, o dado mais importante para o seu diagnóstico é a exposição recente a situações de risco como enchentes ou contato com água de poços, fossas, bueiros e esgoto.
A maioria dos pacientes melhora em um semana. Algumas vezes a evolução da doença é bifásica, com alguma melhora por 2 ou 3 dias seguido de nova piora dos sintomas.
A maioria dos casos de leptospirose apresenta evolução benigna, porém, em cerca de 10% a evolução é mais grave, complicando com insuficiência renal aguda , hemorragias, insuficiência hepática e insuficiência respiratória.
Os pacientes que complicam costumam apresentar sinais de icterícia (pele amarelada) após o terceiro dia de doença
O diagnóstico final é normalmente feito através da sorologia sanguínea.

Complicações

Complicações incluem falência renal, meningite, falência hepática e deficiência respiratória, o que caracteriza a forma mais grave da doença, conhecida como doença de Weil ou síndrome de Weil. Em casos raros ocorre a morte.

Tratamento

A leptospirose é tratada com antibioticos, como a doxiciclina ou a penicilina e principalmente com estreptomicina ou dihiestreptomicina que elimina a bactéria dos rins e, conseqüentemente, a transmissão desta doença. Em animais a recomendação por lei é de que, uma vez confirmado o diagnóstico, o animal seja imediatamente eutanasiado e sejam tomados os cuidados sanitários de destino ao cadáver e os trâmites legais.