Futuras Enfermeiras

- Patologia Fácil
- Ceará, Brazil
- Ana Caroline,Joana Darc, Nivia Maria e Renata Miranda. Somos acadêmicas de Enfermagem da Faculdade Leão Sampaio em Juazeiro do Norte - CE.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
ESPERANÇA PARA A CURA DOS LINFOMAS
HIPERTENSÃO EM ADOLESCENTES
Exposição Crônica
Problemas de Memória
RESGATE PELA MEDICINA
Maconha e Câncer: SIM
Down e Câncer
Moscas e Alcoolismo
Mecanismo da Asma
CABELOS: BRANCOS E QUEDA
VACINA CONTRA AIDS: DESAFIOS E ESPERANÇAS
Úlcera - Úlcera de pressão e estado nutricional
Alzheimer - Estado nutricional da doença de Alzheimer
domingo, 18 de abril de 2010
Neoplasias

É uma proliferação local de clones celulares atípicos, sem causa aparente, de crescimento excessivo, progressivo e ilimitado, incoordenado e autônomo, irreversível, e com tendência a perda de diferenciação celular.
CARACTERÍSTICAS:
●Progressividade - Crescimento tecidual excessivo e incoordenado, e de intensidade progressiva.
●Independência - Ausência da resposta aos mecanismos de controle. Autonomia.
●Irreversibilidade - Ausência de dependência da continuidade do estímulo.
COMPORTAMENTO:
Dependendo do comprometimento orgânico e geral produzidos pela neoplasia, ela é classificada em:
* Benigna - geralmente pouco agressiva e relativamente inofensiva (relação semelhante à das hiperplasias com o organismo hospedeiro);
* Maligna - muito agressiva, representando uma ameaça potencial à vida (relação semelhante à dos parasitos com o organismo hospedeiro).
* Potencialmente malignos, ou de malignidade duvidosa - são neoplasias cuja classificação em benigno ou maligno é muito difícil, tanto por se tratar de neoplasias com características benignas e malignas simultaneamente, quanto por poderem se tratar de neoplasias benignas em franco processo de malignização.
É importante considerar que a agressividade/malignidade pode variar, inclusive com a ocorrência de neoplasias histologicamente malignas e clinicamente se comportando como benignas (e vice - versa). Um outro aspecto que se deve ter sempre em mente é que mesmo uma neoplasia benigna pode evoluir negativamente para o êxito letal
* Localização em órgãos vitais - mesmo uma neoplasia benigna, de crescimento lento, circunscrito e absolutamente desprovido de capacidade invasiva, quando localizada dentro do crânio, ou no coração ou na aorta, acabam por determinar complicações tais (atrofia compressiva de órgãos essenciais, obstrução de fluxos fisiológicos, e predisposição às infecções) que freqüentemente levam à morte.
* Disendocrinias - uma neoplasia de glândulas endócrinas, mesmo de comportamento benigno (as neoplasias malignas raramente são bastante diferenciadas para secretar hormônios, e com freqüência levam a hiposecreção) pode acarretar inúmeros problemas para o organismo, em virtude de hipersecreção.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Broncopneumonia

O tratamento feito com, antibioticoterapia, antiinflamatório, fluidoterapia, broncodilatadores, expectorante, antipirético e complexo vitamínico.
Deve-se evitar alimentos e bebidas geladas, produtos derivados de cacau, lacticínios alimentos gordos, ambientes úmidos e com pó e também consumir abundantemente mel, geléia real e pró polis.
Salpingite

A salpingite é uma infecção e inflamação das trompas de Falópio (tubos que ligam o útero aos ovários), e cuja função é conduzir os espermatozóides do útero até aos ovários e os óvulos/ovo dos ovários até ao útero. A inflamação pode ser aguda (quando tem inicio súbita e curta duração) ou crônica (quando se mantém por um longo período de tempo).
A salpingite é causada frequentemente por bactérias ou vírus com origem na vagina, colo do útero e útero, que ascendem até as trompas. Algumas das possíveis causas são: Doença inflamatória pélvica (DIP), doença que afeta todos os órgãos da pélvis, Doenças sexualmente transmissíveis (DST), como a clamídia ou a gonorréia, Procedimentos ginecológicos como laparoscopia, colocação de um DIU (dispositivo intra-uterino), biópsia do endométrio ou curetagem, Parto, aborto ou interrupção de gravidez, Bactérias que estão normalmente presentes na vagina.
As manifestações clínicas da salpingite variam de acordo com a causa e a gravidade. Incluem: corrimento vaginal abundante e com cheiro característico; dor abdominal; náuseas, vômitos e diarréia; hemorragia menstrual anormal; uretrite com disúria; febre, calafrios; dor lombar com irradiação para membros inferiores.
O diagnóstico é baseado nos sintomas e na história clínica. Deve realizar-se um exame pélvico ginecológico para pesquisar dor abdominal, corrimento vaginal e edema. Podem ainda ser pedidos alguns exames complementares como: Uma salpingografia; análises ao sangue (pesquisar presença de infecção) e à urina; exame cultural do exsudado vaginal; laparoscopia diagnóstica.
O tratamento deve ser precoce e rápido, de modo a prevenir lesões graves e efeitos a longo prazo. Inclui o uso de antibióticos, analgésicos e repouso. Se os sintomas forem muito intensos a terapêutica pode ter que ser administrada por via endovenosa, em internamento hospitalar. Se a mulher tem um DIU, este deve ser retirado quando se inicia a terapêutica antibiótica. Em alguns casos pode ser necessária uma cirurgia para remover o tecido de fibrose ou a própria trompa. Em casos muito graves pode mesmo ser preciso remover o útero, as trompas e os ovários.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Morte Celular por Apoptose

Autofagia é um processo adaptativo conservado evolutivamente e controlado geneticamente. Ela ocorrem resposta a um estresse metabólico que resulta na degradação de componentes celulares. Durante a autofagia, porções do citoplasma são encapsuladas por membrana, originando estruturas denominadas autofagossomos. Estes irão se fusionar com os lisossomos. A seguir, o conteúdo dos autofagossomos será degradado pelas hidrolases lisossomais.
Controle Genético da Apoptose
A apoptose é um programa de morte celular extremamente regulado e de grande eficiência, que requer a interação de inúmeros fatores. As alterações morfológicas observadas são conseqüência de uma cascata de eventos moleculares e bioquímicos específicos e geneticamente regulados.
Vias de Ativação da Apoptose: ligação de moléculas a receptores de membrana, agentes quimioterápicos, radiação ionizante, danos no DNA, choque térmico, deprivação de fatores de crescimento, baixa quantidade de nutrientes e níveis aumentados de espécies reativas do oxigênio.
A ativação da apoptose pode ser iniciada de duas diferentes maneiras:
via extrínseca (citoplasmática);
via intrínseca (mitocondrial).
A maioria dos tecidos sofre um constante processo de renovação celular graças ao equilíbrio entre proliferação e morte das células, caracterizada por um processo ativo de alterações morfológicas e bioquímicas, a apoptose. A apoptose é também um mecanismo de defesa, que é ativado sempre que ocorre uma invasão por agentes patogênicos, ou ainda quando o DNA for lesado. A compreensão dos mecanismos e das alterações nos componentes das vias apoptóticas e sua correlação com a ocorrência do câncer são importantes para o desenvolvimento de novas terapias e métodos de prevenção do câncer.
Envelhecimento Celular

O envelhecimento ocorre em todos os níveis celulares do organismo, sendo que cada tecido apresenta suas particularidades (CALDEIRA et al., 1989). É o resultado da danificação de moléculas, células e tecidos, os quais gradativamente perdem a capacidade de se adaptar ou de reparar um dano (NOCELLI, 2002). O envelhecimento pode ser definido como um processo deteriorativo progressivo e irreversível, característico da maioria dos sistemas e que, por ser progressivo, há uma grande probabilidade de morte, seja de uma célula, um tecido, um órgão ou mesmo de um indivíduo (ALVAREZ & JAVIER, 1999; ESBÉRARD, 1999). É um processo muito complexo, influenciado pela estrutura genética do indivíduo, estilo de vida e o meio ambiente (LEME, 2002).
O envelhecimento, processo que leva a etapa final da vida é um fenômeno analisado desde o início da história da humanidade, mas teve sua ênfase a partir da Idade Média.
O desenvolvimento do corpo ocorre a partir de uma única célula e resulta na formação de um organismo composto de milhares de células. E, durante esse desenvolvimento, os tecidos se reparam e se regeneram a todo instante, os níveis de hormônios também se alteram, de forma que alguns se mantêm e outros se reduzem, à medida que envelhecemos (ALVARENGA, 2002).
O tempo do indivíduo constitui-se a partir do tempo biológico, em que os fatores genéticos possuem papel importante no processo biológico do envelhecimento. Mesmo que a maioria dos traços genéticos seja visível, medir a idade não é algo tão simples assim por se tratar do somatório de processos fisiológicos mutáveis através da vida (CALDEIRA et al., 1989).
O envelhecimento ocorre na maioria dos casos devido a reações, tais como exposição das células e de suas organelas a radiações ionizantes, reações não-enzimáticas e também de reações enzimáticas que proporcionam a redução de O2 e de água, com conseqüente produção de espécies
reativas ao oxigênio ou também chamados de radicais livres (CALDEIRA et al., 1989). Os radicais livres são moléculas que possuem um elétron ímpar a mais, estando esse desemparelhado em sua órbita externa e que geralmente se deriva do oxigênio. São formados na mitocôndria geralmente durante a produção de energia a partir de glicose e O2 e neutralizados imediatamente pelas enzimas contidas no interior dessas.
domingo, 7 de março de 2010
NECROSE
A necrose é a morte de uma célula ou a parte de um tecido em um organismo vivo, e é a manifestação final de uma célula que sofreu lesões irreversíveis, ou seja, parada definitiva das funções orgânicas e dos processos reversíveis do metabolismo.
É uma doença causada após uma lesão corporal exposta aos seguintes fatores:
-Agentes físicos: ação mecânica, temperatura, radiação, efeitos magnéticos;
-Agentes químicos: compreendem substâncias tóxicas e não-tóxicas. Ex.: tetra cloreto de carbono, álcool, medicamentos, detergentes, fenóis etc.
-Agentes biológicos: Ex.: infecções viróticas, bacterianas ou micóticas, parasitas etc.
Vale dizer que é natural que a célula morra, para a manutenção do equilíbrio tecidual. Nesse caso, o mecanismo de morte é denominado de "apoptose" ou "morte programada".
Diante das diversas formas de manifestação da necrose, existem inúmeras classificações para os seus diferentes tipos:
Necrose por coagulação (= isquêmica): causada por isquemia do local.
Necrose por liquefação: o tecido necrótico fica limitado a uma região, geralmente cavitária, havendo a presença de grande quantidade de neutrófilos e outras células inflamatórias (os quais originam o pus).
Necrose caseosa: tecido esbranquiçado, granuloso, amolecido, com aspecto de "queijo friável".
Necrose fibrinóide: o tecido necrótico adquire uma aspecto hialino, acidofílico, semelhante a fibrina.
Necrose gangrenosa: provocada por isquemia ou por ação de microrganismo. Pode ser úmida ou seca, dependendo da quantidade de água presente.
Necrose enzimática: ocorre quando há liberação de enzimas nos tecidos; a forma mais observada é a do tipo gordurosa, principalmente no pâncreas, quando pode ocorrer liberação de lipases, as quais desintegram a gordura neutra dos adipócitos desse órgão.
Necrose hemorrágica: quando há presença de hemorragia no tecido necrosado; essa hemorragia às vezes pode complicar a eliminação do tecido necrótico pelo organismo.