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Futuras Enfermeiras

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Ceará, Brazil
Ana Caroline,Joana Darc, Nivia Maria e Renata Miranda. Somos acadêmicas de Enfermagem da Faculdade Leão Sampaio em Juazeiro do Norte - CE.

sábado, 5 de junho de 2010

Glomeruloesclerose Focal

Ao contrário de outras formas de glomerulonefrite, a glomeruloesclerose focal afeta somente certo número de glomérulos, enquanto outros continuam normais. É frequente na síndrome da imunodeficiência adquirida. Seus sintomas muitas vezes são semenlhantes aos de outras doenças glomerulares, inclusive a síndrome nefrótica e a doença de alterações minimas. É frequente a frequência de depósitos imunes e, muitas vezes, são observados glomérulos ilesos. A hematúria microscópica e a proteinúria são achados comuns.

Fonte: Susan King; Uroanálises e Fluidos biológicos. 3º ed. 2000

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Câncer de Próstata

Prevenção do Câncer de Próstata

Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer.

Tumores Ewing


É um grupo de cânceres que afetam primariamente osso e tecido mole. Inclui o tumor de Ewing do osso (ou sarcoma de Ewing), tumor de Ewing extra-ósseo (sarcoma extraósseo de Ewing, afeta tecidos moles), tumor neuroectodérmico primitivo (PPNET) e tumor de Askin  (PPNET da parede torácica). Todos esses tumores vêm do mesmo tipo de células. O diagnóstico é mais frequente entre os 11 e os 20 anos (64%), seguido da faixa até os 10 anos (27%) e 9% entre os 21 e os 30 anos.

Localização
Mais comum é nos ossos (longos e chatos), sendo 80% sarcoma de Ewing e 20% PPNET. Podem ocorrer em quase todos os ossos do corpo, sendo mais observados nos pélvicos, seguidos de fêmur (coxa), tíbia (perna) e úmero (braço).

Causa
É desconhecida. Não parece ser hereditária. É mais comum em meninos brancos. Raramente afeta negros e asiáticos.

Sinais
Dor ou inchaço no local primário do tumor são os mais comuns. Em cerca de 25% dos pacientes ocorrem também sintomas sistêmicos como febre e perda de peso. Estes sintomas podem frequentemente, levar à confusão diagnóstica com osteomielite. Os sintomas podem durar meses antes que o paciente procure um médico em até metade dos casos. Cerca de 25% dos pacientes se apresentam com metástases ao diagnóstico, que podem ocorrer em pulmão, osso e medula óssea.

Tratamento
Requerem erradicação do tumor no local primário, com cirurgia e radioterapia. Em locais metastáticos ou micrometastáticos usa-se a quimioterapia. Quase todos os doentes apresentam doença micrometastática (que não pode ser detectada pelos métodos habituais) ao diagnóstico. Logo, necessitam de quimioterapia seguida de cirurgia ou radioterapia. Ainda não está estabelecida a melhor forma de controle local: cirurgia ou radioterapia. Para obter-se um resultado ótimo é necessária a combinação racional das modalidades de tratamento.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

MEU PATHOSCÓPIO

MAIS UMA INOVAÇÃO DO NOSSO PROFESSOR DE PATOLOGIA FLÁVIO FURTADO DE FARIAS ,ADORAMOS A SUA IDÉIA,MUITO CRIATIVO.FOI SÓ A IDÉIA DELE.O RESTO FOI EU.

CHOQUE ANAFILÁTICO

O choque anafilático é uma reação alérgica aguda que acontece quando um indivíduo entra em contato uma segunda vez com algum agente que promova uma reação alérgica exagerada, a anafilaxia. Os agentes mais comuns promotores do choque anafilático são medicamentos, venenos de insetos, determinados alimentos e injeções de imunoterapia alergênica.
A anafilaxia ou choque anafilático é fatal a menos que o indivíduo receba o tratamento de emergência  imediatamente produzindo convulsões, perda do controle vesical, inconsciência ou acidente vascular cerebral em 1 a 2 minutos. O tratamento inicial para a anafilaxia é uma injeção de adrenalina que pode estar sempre com a pessoa que conhece a gravidade da sua alergia.

Sintomas

Os sintomas podem incluir estresse respiratório, hipotensão (baixa pressão sanguínea), desmaio, coma, urticária, angioedema (inchaço da face, pescoço e garganta) e coceira. Os sintomas estão relacionados à ação da imunoglobulina e da anafilatoxina, que agem para liberar histamina e outras substâncias mediadoras de degranulação. A histamina induz à vasodilatação e a broncoespasmo (constrição das vias aéreas), entre outros efeitos.

Tratamento

Tratamento paramédico deve incluir a injeção de epinefrina, administração de oxigênio e, se necessária, entubação durante o transporte até um hospital. Se há angioedema profuso, uma traqueostomia de emergência pode ser requerida para manter a oxigenação.
O tratamento clínico da anafilaxia por um médico e no hospital objetiva tratar a reação de hipersensibilidade celular, tanto quanto os sintomas.
Drogas antihistamínicas (que inibem os efeitos da histamina nos receptores desta substância) são frequentemente requeridas. A hipotensão é tratada com fluidos intravenosos e às vezes com drogas vasoconstritoras.
Em casos graves, tratamento imediato com epinefrina pode ser essencial para salvar a vida do paciente. Cuidados de suporte com ventilação mecânica também podem ser requeridos imediatamente.

Doença de Scheuermann

A doença de Scheuermann se caracteriza pela necrose da epífise de crescimento dos corpos vertebrais constituintes do centro da curva dorsal (6ª a 9ª vértebra dorsal). Esta necrose ou morte da estrutura óssea epifisária gera uma deformidade em acunhamento do corpo vertebral, fazendo com que haja uma acentuação da curvatura toráxica. A causa dessa doença é desconhecida. Muitos autores relacionam com a hiper-pressão sobre a região dorsal em crianças rígidas com mau preparo músculo-ligamentar durante a fase de crescimento do esqueleto.se caracteriza pela necrose da epífise de crescimento dos corpos vertebrais constituintes do centro da curva dorsal (6ª a 9ª vértebra dorsal). Esta necrose ou morte da estrutura óssea epifisária gera uma deformidade em acunhamento do corpo vertebral, fazendo com que haja uma acentuação da curvatura toráxica. A causa dessa doença é desconhecida. Muitos autores relacionam com a hiper-pressão sobre a região dorsal em crianças rígidas com mau preparo músculo-ligamentar durante a fase de crescimento do esqueleto. Os casos discretos de doenca de scheuermann não requerem tratamento nenhum. Quando a cifose é significativa, é conveniente o uso precoce de colete para correção durante longos períodos, acompanhado de atividade física orientada. Os casos refratários a estes tratamentos ou que apresentem sinais concomitantes de comprometimento de nervos raquidianos, eventualmente podem necessitar de cirurgia para correção da malformação. Assim, a evolução de cada caso vai depender do comprometimento ósseo e deverá ser avaliada individualmente.

PRÉ-ECLAMPSIA NA GESTAÇÃO

O que é pré-eclampsia? Ela é caracterizada pela elevação da PA (Pressão Arterial), a partir da 20ª semana de gestação, uma vez que a gestante desenvolve pressão alta e passa a eliminar proteína na urina. Além da hipertensão, há sinais de inchaço nas pernas e este pode chegar a atingir o corpo
inteiro, os vasos sanguíneos da mãe se contraem (tornando-se estreitos), diminuindo o suprimento de
sangue e oxigênio ao feto (pois aparecem incisuras na placenta), à placenta, aos rins, ao fígado, aos olhos, ao cérebro e a outros órgãos da mulher.
A pressão arterial em um adulto, em condições normais, não pode ser superior a 140(sistólica)x90(diastólica) mmHG, ou comumente chamado de 14x9. Em uma gestante, esse valor já é considerado pré-eclampsia.
A gestação primogênita da mulher é a mais sujeita a desenvolver pré-eclampsia, do mesmo modo, as gemelares e múltiplas, ainda mais se a gestante tiver uma antecedente familiar que foi portadora (mãe, irmã, filha, avó, tia, etc).

Existem dois tipos de pré-eclampsia:
Leve: onde a gestante pode não ter nenhum sintoma, ou pode ter só um leve inchaço das mãos ou dos pés, com valor da PA maior que 9 na diastólica. Vale lembrar que muitas delas têm algum inchaço sem que isso indique pré-eclampsia.

Grave: onde apresenta dores de cabeça, náuseas, vômitos ou dor abdominal, falta de ar, alterações visuais, sangramento vaginal, presença de sangue na urina e dor pélvica, com valor da PA maior que 11 na diastólica.

Os cuidados: monitoração da gestação com US Doppler a cada 7 dias, se houve incisuras na placenta e a PA for rebelde mesmo com ingestão de antihipertensivos e repouso absoluto; deitar-se do lado esquerdo do corpo a fim de não pressionar a veia cava, pois isso melhora o fluxo de sangue-oxigênio para o bebê; tomar os remédios indicados  sempre nos horários e não abandonar a medicação sem o conhecimento do seu médico; repouso absoluto, com direito a afastamento do trabalho para tratar da saúde, se for o caso; ingerir bastante líquido; diminuir consideravelmente a ingestão de sal; controlar a pressão, aferindo-a a cada 4 horas, ou menos, se for o caso.
Caso apresente alguns dos sintomas descritos (inchaço, dores de cabeça, náuseas, vômitos ou dor abdominal, falta de ar, etc.) procure um Posto de Saúde e afira a sua PA e comunique imediatamente o seu obstetra.

MUSEU DE ANA NERY É INAUGURADO EM SALVADOR

O conjunto arquitetônico colonial do Pelourinho, onde se localiza um dos mais importantes Centros Históricos do Brasil, em Salvador (BA), conta agora com um novo e arrojado projeto. Trata-se do Museu Nacional da Enfermagem Anna Nery, o Munean, inaugurado no último dia 20 de maio, encerrando o calendário de atividades do I Seminário Nacional de História da Enfermagem.
A data não foi escolhida por acaso, uma vez que marca mais um ano de falecimento de Anna Nery (20 de maior de 1880), considerada a patrona da Enfermagem Brasileira e, portanto, a grande homenageada do Museu. O momento tornou-se ainda mais significativo por ocorrer em 2010, ano do centenário da morte de Florence Nightingale (1820-1910) e, por essa razão, intitulado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Ano Internacional do Enfermeiro.
A solenidade de inauguração foi prestigiada por autoridades internacionais, nacionais e locais da enfermagem, tais como: o presidente do Conselho Diretivo Regional da Ordem dos Enfermeiros de Portugal, Germano Couto; a primeira dama do estado da Bahia, enfermeira Fátima Mendonça; o secretário de Saúde da Bahia, Dr. Jorge Sola; a deputada federal, Alice Portugal (PC do B/BA); e a vereadora de Salvador, Adailce de Souza. Além destes, a vice-presidente do Cofen, Dra. Julita Correia Feitosa; a presidente do Coren-BA, Gícele Dórea; a presidente da ABEn nacional, Dra. Maria Goretti Davi Lopes; a presidente da Associação dos Amigos do Museu da Enfermagem Anna Nery (AMAN), Ednelza Feitosa Soares; e o diretor do Munean, o museólogo Antônio Marcos Passos.
“Hoje me orgulho de estar à frente do Sistema Cofen/Corens, com a oportunidade de inaugurar o Museu Anna Nery, que é um verdadeiro legado da enfermagem brasileira”, declarou o presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Dr. Manoel Carlos Neri da Silva, ao afirmar que o Munean já é um patrimônio histórico e cultural, assim com um espaço dedicado à pesquisa na área de enfermagem.
Para a vereadora Adailce, o Museu, além de um grande benefício para a categoria, muito acrescentará à cidade e ao Pelourinho, considerado Patrimônio Histórico da Unesco. “O Munean, além de valorizar a enfermagem, vai fortalecer a cultura da nossa terra”, afirmou a parlamentar.
De acordo com a deputada Alice Portugal, muito ainda precisa ser feito, mas é notória a evolução da enfermagem a partir da nova gestão do Cofen, que tem se voltado para ações no sentido de fortalecer os profissionais da área, sendo o Munean um grande exemplo disso. “Ao possibilitar a inauguração deste museu, o Cofen, hoje, honra toda a categoria”, enfatizou.
O empreendimento também foi avaliado como um marco da história da enfermagem e uma nobre iniciativa do Cofen pela presidente da ABEn, Dra. Maria Goretti. Segundo ela, a concretização do sonho foi possível por este ser desejado em conjunto, pelas entidades e pelos milhares de profissionais do país. “Vamos continuar seguindo juntos nessa iniciativa e em muitas outras, para dignificar a nossa categoria no Brasil e no mundo”.

SEIS RAZÕES PARA TER UM PARTO NORMAL

Como a natureza quer: se o parto normal é o desfecho natural de uma gravidez, por que fugir dele antes mesmo de saber se uma cesárea é de fato indicada para o seu caso? “O ideal é que o bebê escolha o dia em que quer nascer”, diz o obstetra Luiz Fernando Leite, das maternidades Santa Joana e Pro Matre, em São Paulo. É claro que, na hora do parto, às vezes surgem complicações. Aí, sejamos justos, a cesariana pode até salvar a vida da mãe e do filho. “Mas, quando a cirurgia é agendada com muita antecedência, corre-se o risco de a criança nascer prematura, mais magra e com os músculos ainda não completamente desenvolvidos”, adverte o obstetra.

A criança respira melhor: quando passa pelo canal da vagina, o tórax do bebê é comprimido, assim como o resto do seu corpo. “Isso garante que o líquido amniótico de dentro dos seus pulmões seja expelido pela boca, facilitando o primeiro suspiro da criança na hora em que nasce”, explica Rosangela Garbers, neonatalogista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Sem falar que as contrações uterinas estressam o bebê – e isso está longe de ser ruim. O hormônio cortisol produzido pelo organismo infantil deixa os pulmões preparados para trabalhar a todo vapor. A cesárea, por sua vez, aumenta o risco de ocorrer o que os especialistas chamam de desconforto respiratório. Esse problema pode levar a quadros de insuficiência respiratória e até favorecer a pneumonia.

Acelera a descida do leite: “Durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que facilitam a apojadura”, afirma Mariano Sales Junior, da maternidade Hilda Brandão, da Santa Casa de Belo Horizonte. No caso da cesárea eletiva, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem o menor indício de que o bebê está pronto para nascer. Daí, o organismo talvez secrete as substâncias que deflagram a produção do leite com certo atraso – de dois a cinco dias depois do nascimento do bebê. Resumo da ópera: a criança terá de esperar para ser amamentada pela mãe.

Cai o mito da dor: por mais ultrapassada que seja, a imagem de uma mãe urrando na hora do parto não sai da cabeça de muitas mulheres. Segundo Washington Rios, coordenador da maternidade de alto risco do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, não há o que temer. “A analgesia é perfeitamente capaz de controlar a dor”, afirma. Isso porque há mais de dez anos os médicos recorrem a uma estratégia que combina a anestesia raquidiana, a mesma usada na cesárea, e a  “A paciente não sofre, mas também não perde totalmente a sensibilidade na região pélvica”, explica a anestesista Wanda Carneiro, diretora clínica do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Dessa forma, ela consegue sentir as contrações e até ajudar a impulsionar a criança para fora.

Recuperação a jato: 48 horas após o parto normal, a nova mamãe pode ir para casa com o seu bebê. Em alguns casos, para facilitar a saída da criança, os médicos realizam a episiotomia, um pequeno corte lateral na região do períneo, área situada entre a vagina e o ânus. Quando isso acontece, a cicatrização geralmente leva uma semana. Já quem vai de cesariana recebe alta normalmente entre 60 e 72 horas após o parto e pode levar de 30 a 40 dias para se livrar das dores.

Mais segurança: como em qualquer cirurgia, a cesárea envolve riscos de infecção e até de morte da criança. “Cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana vão para a UTI”, revela Renato Kalil, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. No parto normal, esse número cai para 3%. “A sensação da cesariana é semelhante à de qualquer outra cirurgia no abdômen. É, enfim, como extrair uma porção do intestino ou operar o estômago”, compara Kalil. E, convenhamos, o clima de uma sala cirúrgica não é dos mais agradáveis: as máscaras dos médicos, a sedação, a dificuldade para se mexer...